"O extraordinário é a morada do Homem"... frase atribuída a Heráclito de Éfeso (aprox. 540-470 a.C.)A palavra para "morada" utilizada na frase é Ethos, trazendo em si tanto o significado de morada e habitat, como de costume, modo, estilo habitual de ser.
Ethos é também a raíz do termo Ética.
Seguindo as pistas de Heráclito trazemos o "extraordinário" próximo ao contexto da "ética" e chegamos a ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), que ambicionou o advento de um "superhomem", ou "além-do-homem" (übermensch) proposição que pode ser contraposta à obra do romancista russo Fiodór Dostoievski (1821-1881), seu contemporâneo.


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Se em "Assim falava Zaratustra", obra do filósofo alemão, o além-do-homem é anunciado e exortado na sua superação da ética e moral judaica-cristã reinante, em "Crime e Castigo", do romancista russo, o homem é incapaz de superar sua condição humana e os grilhões da culpa.
Referências:
A frase de Heráclito é epígrafe do ensaio intitulado "Da órbita do ordinário à orbe do extraordinário", do prof. Miguel Almir de Lima Araújo (UEFS e UNEB).
José Zacarias de Souza assina o artigo intitulado "Nietzsche e Dostoiévski: uma possivel conexão".
NIETZSCHE, Friedrich, Assim falava Zaratustra, trad. Silvio Ferreira Leite, São Paulo : Centauro, 2007.
DOSTOIÉVSKI, Fiódor, Crime e Castigo, trad. Luiz Cláudio de Castro, Rio de Janeiro : Ediouro, 1998.
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